Meio Ambiente

Produtor rural opina sobre risco de multas por acesso do gado a rios

Em entrevista à Rádio Cultura FM, Dartagnan Queiroz comenta reportagem que acendeu debate no campo sobre fiscalização em APPs, multas de até R$ 5 mil por hectare e a necessidade de orientação técnica para evitar infrações ambientais.

Por Mauro Silva•04/03/2026 às 21:31

Dartagnan Queiroz deu opinião sobre o assunto durante entrevista ao RCN Notícias (Foto: Nestor Júnior)

O produtor rural Dartagnan Ramos Queiroz, concedeu entrevista nesta quarta-feira (04/03) ao programa RCN Notícias da Rádio Cultura FM de Aparecida do Taboado, para dar sua opinião relacionada a uma reportagem publicada pelo site Compre Rural, que acendeu o alerta no campo ao destacar que o acesso do gado a rios pode se tornar infração ambiental, com fiscalização feita inclusive por satélite e multas que podem chegar a R$ 5 mil por hectare.

A cena é comum em milhares de propriedades rurais brasileiras: o rebanho descendo até o rio para matar a sede. No entanto, dependendo da forma como essa prática é conduzida, o produtor pode ser penalizado.

O ponto central da discussão não é se o gado pode ou não beber água no rio, mas como isso ocorre. O alerta tem como base o Código Florestal Brasileiro, que em seu artigo 9º permite o acesso de animais às Áreas de Preservação Permanente (APPs) para dessedentação. A permissão, porém, é condicionada à preservação ambiental.

De acordo com a legislação, a atividade não pode comprometer a função ambiental da APP, nem provocar degradação da mata ciliar ou caracterizar exploração produtiva da área protegida. Quando há grande número de animais com acesso livre e diário às margens, causando pisoteio constante e destruição da vegetação, a prática deixa de ser considerada apenas “matar a sede” e passa a ser entendida como atividade pecuária dentro de APP — o que é proibido.

As penalidades estão previstas no Decreto 6.514/2008, que regulamenta sanções administrativas por infrações ambientais. A multa para degradação de APP pode começar em R$ 5.000 por hectare, além da possibilidade de enquadramento na Lei de Crimes Ambientais.

O debate reforça a importância da informação e da orientação técnica no campo. Especialistas destacam que medidas como cercamento de APPs, instalação de bebedouros artificiais e manejo rotacionado podem evitar autuações e, ao mesmo tempo, garantir a preservação dos recursos hídricos.

A discussão segue mobilizando o setor agropecuário, especialmente diante do avanço das tecnologias de monitoramento e da fiscalização ambiental cada vez mais rigorosa.

Compartilhar esta notícia

Comentários

Sistema de comentários em breve!

Estamos trabalhando para trazer uma experiência incrível de interação.
Em breve você poderá comentar e interagir com outros leitores.

Notícias Relacionadas

Acidente entre carretas deixa dois mortos na BR-158 entre Aparecida e Paranaíba
Geral

Acidente entre carretas deixa dois mortos na BR-158 entre Aparecida e Paranaíba

Batida aconteceu na manhã deste domingo (27/09), no km 120 da rodovia; vítimas são os motoristas.

há 6 dias39
Thalles destaca gestão que amplia atuação da Assomasul nos municípios
Geral

Thalles destaca gestão que amplia atuação da Assomasul nos municípios

A Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) completa 45 anos nesta terça-feira, 15 de setembro, reafirmando uma trajetória marcada pela defesa do municipalismo e pela união dos 79 municípios do Estado.

há 18 dias57
Aparecida do Taboado chega a 30.189 habitantes e registra crescimento de 1,22%, estima IBGE
Geral

Aparecida do Taboado chega a 30.189 habitantes e registra crescimento de 1,22%, estima IBGE

Município supera a marca de 30 mil moradores e acompanha expansão populacional da região da Rota da Celulose; dados foram divulgados nesta sexta-feira (28/08) e servem de base para o cálculo do FPM.

há cerca de 1 mês1.005